Ativismo Judicial e a Separação dos Poderes

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O papel do Judiciário tem evoluído, gerando intensos debates sobre o ativismo judicial, que se refere à atuação proativa e ativista do Judiciário na interpretação e aplicação das leis. Essa prática surge como resposta a lacunas legislativas e demandas sociais em contextos de inércia legislativa, refletindo transformações políticas e sociais que valorizam os direitos individuais e o acesso à justiça. Luís Roberto Barroso analisa o ativismo judicial, enfatizando a necessidade de equilíbrio entre essa prática e os princípios democráticos, enquanto Leandro Bertoncello investiga suas bases filosóficas, alertando para riscos de desvirtuar a noção clássica de justiça. A separação de poderes, um pilar do Estado democrático, enfrenta desafios com a crescente influência do Judiciário em temas tradicionalmente legislativos e executivos, sabiamente analisa Ives Gandra Martins. Isso provoca discussões sobre os limites do Judiciário e suas implicações para a democracia. Os casos emblemáticos “Clezão” e a ADPF das Favelas são analisados para ilustrar como o ativismo pode desafiar a separação de poderes e atender demandas sociais. Guilherme Sandoval Góes explora essa relação entre ativismo judicial e a judicialização da política, examinando suas consequências para a democracia contemporânea. Este artigo visa levantar a bibliografia e investigar criticamente a interseção entre ativismo judicial e separação de poderes, utilizando uma análise comparativa dos doutrinadores e das jurisprudências mencionadas, e considerando suas implicações para a governança e os diálogos institucionais no Brasil.

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Moreira, Leandro Faustino. Ativismo judicial e a separação dos poderes. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Direito) – Faculdade ESUP, Goiânia, 2025.

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